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Temporal causa danos e transtornos em Tunápolis

Publicado em 01/11/2018 às 18:33 - Atualizado em 01/11/2018 às 23:38

O forte temporal que atingiu a região Extremo Oeste na manhã da última quarta-feira, dia 31, causou diversos danos materiais em Tunápolis. Os ventos fortes iniciaram por volta das 5h45min provocando destelhamentos em casas e empresas, queda de árvores e postes de sinalização aérea e a falta de energia em todo município.

 

Ao clarear o dia era possível visualizar um cenário obscuro, porém, mesmo abaixo de chuva, muitas pessoas se empenharam em ajudar os que mais precisavam. O Corpo de Bombeiros, de Iporã do Oeste, foi acionado para mapear os pontos que foram atingidos e efetuar a entrega e colocação de lonas.

 

Até o final da tarde, haviam sido registrados sete casos em que as avarias foram de grande monta, 16 casos de média monta e mais de 20 casos de pequena monta em que os proprietários conseguiram resolver temporariamente.

 

A Comissão Municipal da Defesa Civil, que acompanhou os danos durante a manhã, reuniu-se no período vespertino para avaliar a situação e tomar o posicionamento oficial. O prédio do Centro de Educação Infantil teve destelhamento e foi priorizado pelos Bombeiros devido às crianças que estavam no local. As aulas foram canceladas, voltando à normalidade na segunda-feira, dia 05. No Cemitério Municipal foi registrada a queda do muro de contenção sobre os túmulos, sendo que as famílias dos entes atingidos deverão procurar a Administração para encaminhamentos.

 

De acordo com o Coordenador, Jackson Scherer, não houve a necessidade de decretar situação de emergência ou de calamidade, pois os danos foram materiais, não oferecendo risco de vida ou desalojados.  “Será registrado o evento no sistema da Defesa Civil estadual e os casos mais graves serão relatados individualmente, para que os proprietários possam acionar o seguro, caso tiverem”, destaca.

 

O Policial Militar, Ronaldo Dalmonte, enfatizou que os munícipes poderão fotografar os sinistros e comparecer à Delegacia para registrar o Boletim de Ocorrência.

 

Já o Extensionista Rural da Epagri, Tiago Carvalho, esclareceu os procedimentos que os produtores que tiveram prejuízos nas lavouras de milho devem seguir. “A lavoura de milho que foi financiada pelo custeio agrícola é enquadrada no Proagro, desta forma, o agricultor tem prazo de três dias para realizar o Pedido de Avaliação de Áreas junto ao seu Banco. A partir deste momento, será realizado um laudo preliminar de perdas, que comprova que o evento climático, neste caso os ventos fortes, causaram algum tipo de dano na lavoura. Depois disso, será realizada mais uma vistoria para realização do laudo final de avaliação, onde serão calculadas as perdas no momento da colheita do grão. Ressalto que, uma vez que o agricultor acionar o Proagro, ele terá um acréscimo de 0,5% na taxa do custeio para o próximo ano e, a cada ano que não é acionado o Proagro, há uma redução de 0,25% na taxa do custeio”, finaliza.

 

O Prefeito, Renato Paulata, não mencionou os valores dos prejuízos, dado o fato de que ainda é muito cedo para avaliar as perdas de bens imóveis, bens residenciais e, principalmente, agrícolas. “Mencionar os valores dos prejuízos é muito relativo. No interior do município, por exemplo, a falta de energia elétrica causou transtornos na ordenha e à saúde dos animais. Estamos em contato com a Defesa Civil do Estado para maiores esclarecimentos sobre o ocorrido. No mais, queremos agradecer a todos que se dispuseram a ajudar os atingidos, minimizando os efeitos das perdas. Bem como, a todos os Servidores Públicos da Secretaria de Transportes e Obras e de Urbanismo que auxiliaram as famílias no conserto dos telhados”, enalteceu.


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